Projeto Político Pedagógico

Projeto Político Pedagógico 2018-2021

Jaguaquara – BA

Junho de 2019

 

QUEM SOMOS?

 

ADMINISTRAÇÃO GERAL

Diretora

Sonilda Sampaio Santos Pereira

Secretária

Carmelita Oliveira de Souza

Tesoureira e Responsável pelos Serviços Contábeis

Deise Magali de Souza Santana

Mecanógrafa

Sueli Barbosa Nascimento Praxedes

Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e do Ensino  Fundamental– Anos Iniciais

Daniela Almeida da Silva Andrade

Auxiliar de Coordenação da Educação Infantil e do Ensino  Fundamental– Anos Iniciais

Elitânia de Azevedo Pereira

Coordenadora Pedagógica do Ensino  Fundamental– Anos finais e do Ensino Médio

Vilma Oliveira D’Emídio

Auxiliar de Coordenação Pedagógica do Ensino  Fundamental– Anos finais e do Ensino Médio

Élynna Emília Ribeiro Barros

Auxiliar de Disciplina

Manoel Batista

Instrutores da fanfarra

Alzeny Santos

Israel Carlos Pereira dos Santos

Sidney Santos Oliveira

Motorista e Assistente de Manutenção do Patrimônio

Nilton Souza dos Santos

Porteiros – Prédio 1 e Prédio 2

Elias Pereira da Silva

Genivaldo dos Santos Pereira

Serviços Gerais – Prédio 1

Ana Angélica Santos Bomfim

Serviços Gerais – Prédio 2

Eliane Santos Soares

Serviços Gerais no Jardim

José Francisco Sousa de Oliveira

Serviços Gerais do Ginásio de Esportes

Vandelson de Souza Bispo


DOCENTES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Adailma Soares Santos

Adilene Costa Almeida Santos

Almiraene Regis Oliveira Duarte

Analu Sampaio das Neves Ribeiro

Elisamar Brito dos Santos

Jennifer Santos Gomes

Liliane Lopes Lima

Marinilda Almeida Vieira Souza

Névia Oliveira Ramos

Sandra Regina Freitas da Silva

Silaine Santos de Jesus

Valdilene Ferreira dos Reis

Weldon Carvalho Brito


DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS INICIAIS

Alessandra dos Reis Oliveira

Daniela Novaes Oliveira Gomes

Josivania Ferreira Barbosa

Leila Diane Teixeira Gomes dos Santos

Maryvane de Araujo Barbosa

Silvana de Novais Santos

Vivia Carla Macêdo das Mêrces


DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS

Adriana Barreto Scotti

Alcione Santos Silva

Alzeny Santos

Danielle Cristina Souza             

Eline Santana Ramos Sousa

Iomara Damasceno Bastos

José Alberto Pereira

Kleitan Karla Barreto Pinheiro

Naiara Ferreira dos Santos

Rodrigo José Melo Pereira

Sandra Martins de Souza


DOCENTES DO ENSINO MÉDIO

Alex José Ramos dos Santos (Articulador da área Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias)

Hildacy da Silva Mota Dias

Igor do Couto Souza Santos

Israel Carlos Pereira dos Santo

Jair Oliveira Pontes

Joana Angélica Marques Sampaio (Articuladora da área Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias)

Leandro Micael Silva Santo

Lindoval Santana Rangel

Lourival Brito Guimarães

Magno Augusto Job de Andrade

Paulo dos Santos Andrade

Renata Ribeiro Simplício

Wallace Sousa de Moura (Articulador da área Ciências Humanas e Suas Tecnologias)


ARTICULAÇÃO DO TEXTO E ASSESSORIA À BASE LEGAL

DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Profa. Dra. Daniele Farias Freire Raic – DCHL/UESB

 


APRESENTAÇÃO HISTORIADA

APRESENTAÇÃO HISTORIADA

O Colégio Batista Taylor-Egídio (CBTE) vem se constituindo a cada ano como um espaço educativo comprometido com a formação da pessoa humana em sua integralidade, cujos princípios emanam tanto dos postulados cristãos quanto das práticas pedagógicas de matrizes libertadoras, interrelacionadas.

No ano de 2017, Ano da Esperança para o CBTE, a direção juntamente com a equipe pedagógica, ouvindo a comunidade escolar, envidou esforços no trabalho de construção e sistematização do seu Projeto Político Pedagógico (PPP) no sentido de promover e consolidar importantes alterações na proposta formativa da escola, as quais vêm emanando e se fortalecendo desde outubro de 2013, reafirmando assim, mais uma vez, o seu compromisso político, social e, sobretudo, ético com a formação da pessoa humana. A intenção é manter-se como um espaço sempre aberto às atualizações que a educação, em tempos de profunda complexidade, vai imprimindo aqueles que lutam pela construção de um mundo melhor e possível para todos.

Orientado pelos princípios éticos e morais cristãos, o Colégio Batista Taylor-Egídio, de natureza confessional, compromete-se com a efetivação de uma educação integral alinhada à pedagogia libertadora, reafirmando, assim, a cada ação, a firmeza de seus propósitos educativos.

A proposta aqui sistematizada traz em seus fluxos uma história pedagógica que já ultrapassou o primeiro centenário, construída dialogicamente com a participação de todos aqueles que direta e indiretamente contribuíram/contribuem com a escrita e reescrita dessa história, ao longo de mais de 120 anos. Nessa trajetória, as experiências vivenciadas, discutidas e refletidas nos permitem perspectivar novos passos em direção à proposição pedagógica que tem como princípio primeiro a formação humana em sua multidimensionalidade.

Desse modo, esse documento procura constituir-se num registro do que pretendemos ser, mas, certamente, se apresenta com profundo respeito e valorização a toda a história que o antecede, construída por sonhos, lutas e trabalhos diários de todos que a compuseram e a compõem. Para nós, mais do que um projeto que quer lançar-se ao futuro, é um trabalho que busca um diálogo constante com o que nos trouxe até aqui, cujas itinerâncias nos abrem para novos horizontes de desejos.  Sem dúvida, um PPP que se mostra escrito e circunstanciado historicamente, pois, se muito já fizemos até aqui, muito ainda podemos fazer.

Este documento se encontra organizado em seções que se complementam e se interconectam, assim apresentadas:

  • Parte I – Nossa presença no mundo, com o mundo, na qual estão apresentadas a visão, a missão e os valores pedagógicos do Colégio Batista Taylor-Egídio, bem como os pilares que sustentam a prática escolar cotidiana;
  • Parte II – Nossas vozes entrecruzadas anunciam um mundo “outro”, em que são anunciadas as concepções filosóficas e políticas que buscamos construir considerando o papel formativo da escola;
  • Parte III – A escola que construímos ao longo de mais de um centenário… de onde partimos?, traz um breve diagnóstico da escola referendado a partir das observações, diálogos e registros do trabalho realizado ao longo dos anos que antecederam a construção e a sistematização desse Projeto Político Pedagógico (PPP);
  • Parte IV – A escola que nossas esperas nos mostram, apresenta à comunidade escolar as propostas pedagógicas e curriculares com vistas à formação da pessoa humana em suas multidimensionalidades.

Em tempo, afirmamos a limitação dessa proposta que, pelos fluxos em que se apoia nos movimentos da vida, já se anuncia como um documento inacabado, como a própria condição de inacabamento humano. Por isso, nos propomos a reavaliá-lo, incrementá-lo, questioná-lo e, se necessário, refazê-lo, a cada dois anos.

Também, em tempo, esclarecemos o trabalho coletivo que resultou neste documento. Por ser coletivo, há, explícita e implicitamente, vozes de estudantes, familiares, docentes e servidores, daí a opção pela primeira pessoa do plural, embora tenha-se feito necessário o uso da impessoalidade, em alguns contextos do texto.

 

Direção

 


PARTE I - Nossa presença no mundo, com o mundo...

Parte I 

NOSSA PRESENÇA NO MUNDO, COM O MUNDO

1.1 COLÉGIO BATISTA TAYLOR-EGÍDIO: UM POUCO DESSA HISTÓRIA…

O atual Colégio Batista Taylor-Egídio, embrionariamente, marca seu nascedouro com um fato pungente: guerra civil americana, período de 1861 a 1865. As experiências vividas por muitos cristãos norte-americanos durante e pós a referida guerra, lhes oportunizaram reflexões das mais profundas sobre o sentido da vida humana. A partir de suas conclusões, firmaram-se na decisão de entrega pessoal de suas vidas às missões.

Dentre as possibilidades de realização de missão, cristãos norte-americanos elegeram, também, o fazer educacional formal. Foram a vários países difundindo a

filosofia que encarnava a educação como arte, como ciência e, sobretudo como um processo de vida, pela vida e para a vida… Uma visão global sobre o mundo; uma visão de sociedade; uma visão sobre a comunidade e uma visão sobre a pessoa em suas dimensões intra e inter relacionais (ANDRADE, 1998, p. 27 – 8).

Com esta filosofia os missionários chegaram ao Brasil, em Salvador – Bahia, no ano de 1898. Fizeram-se representar por Zacarias Clay Taylor e sua segunda esposa Laura Taylor. A Laura “deve-se a fundação do Colégio Americano Egídio que veio a chamar-se Colégio Taylor-Egídio, primeiro colégio batista brasileiro” (op cit, p. 44). Chamou-se Colégio Taylor-Egídio por 115 anos (1898 – 2013). Em 2013, com Pr. Edvar Gimenes Oliveira na presidência da Convenção Batista Baiana (CBBa), quando da assunção na direção geral da Profa. Sonilda Sampaio Santos Pereira, foi assumido com o nome Colégio Batista Taylor-Egídio.

A inserção do Batista ao nome do Colégio era projeto que tramitava nas assembleias da CBBa há anos. O casal Taylor era batista e sustentado por uma junta norte-americana batista. Também carrega o nome Egídio porque o capitão Egídio Pereira de Almeida associou-se ao casal Taylor, viveu uma experiência de espiritualidade, converteu-se ao cristianismo evangélico batista e doou suas terras, em Jaguaquara, para a construção do Colégio.

A área de terra doada foi de, aproximadamente, 300 hectares onde funciona o Colégio desde o ano de 1922 quando da transferência de Salvador para Jaguaquara. Durante seus mais de cem anos, passou por momentos áureos e por privações. Esteve no auge e sofreu recaídas. Fez travessias em mares sossegados e enfrentou turbulências quase ao ponto de submergir. Contudo, sempre foi amparado por uma vocação sobrenatural que o conduziu ao avanço e às mais inusitadas vitórias.

Um dos ex-diretores do Colégio, Prof. Carlos Dubois, comparava-o a um barco que a cada ano desatraca para o período letivo e volta a atracar-se ao término das aulas. Assim, à semelhança de uma tripulação que rompe mar a fora, ano a ano, perfazendo atualmente um total de 121 anos, os “denodados guerreiros”, militantes da proposta educacional tayloregidiana, vêm rompendo obstáculos para manterem viva a ação educativa na perspectiva da integralidade do ser e da libertação humana.

Desde sua fundação, no século XIX, o Colégio Batista Taylor-Egídio mantém a sua excepcional visão do ser humano inteiro, compreendendo suas dimensões: psíquica, emocional, física, relacional, social, espiritual etc. Por vezes realizou seu ideal educacional de compreender e agir com o referido ser; em outras vezes frustrou-se e precisou refazer o caminho, mas nunca apagou sua vocação primeira.

À guisa de uma contextualização, entre o final da década de 2010 até o ano de 2013, após a saída da direção geral da Profa. Stela Dubois, filha do casal Prof. Carlos Dubois e da Profa.Stela Câmara Dubois (estes dirigiram o Colégio por cinquenta e quatro anos, de 1938 a 1992), o barco quase naufragou e a poesia de Nani Azevedo, intitulada Meu Barquinho, “O vento balançou, meu barco em alto mar. O medo me cercou, e quis me afogar”, serviu-lhe de tema por traduzir aquela sua realidade.

Foi em meio à ventania que “balançava o barco em alto mar” quando, mais uma vez, volveu seu olhar para sua vocação primeira inspirada na “filosofia que encarna a educação como arte, como ciência e, sobretudo como um processo de vida, pela vida e para a vida”. Era outubro de 2013 e a CBBa tomou em suas mãos o leme, ousou posicionar-me como fiel entidade mantenedora, guardiã dos patrimônios materiais e imateriais do centenário colégio. A então diretoria da CBBa, presidida pelo Pr. Edvar Oliveira Gimenes, convidou a Profa. Sonilda Sampaio Santos Pereira para assumir a gestão e esta professora sugeriu que sua assunção fosse acompanhada pela vice-direção do Prof. Lourival Brito Guimarães.

Desde então, o Colégio tem caminhado respeitando suas vitórias brilhantes do passado histórico e perseguindo o ideal do enfrentamento das novéis demandas que os tempos contemporâneos impõem. Para tanto, tem definido missão, visão, pilares, valores e objetivos a partir de concepções pedagógicas humanistas, libertadoras e conscientizadoras, pautadas na moral e na ética da educação cristã.

1.2 NOSSOS COMPROMISSOS

O Colégio Batista Taylor-Egídio, reafirmando seu compromisso e responsabilidade social em educar crianças e jovens para habitarem e construírem, dialogicamente, novos mundos e novas realidades, apresenta-se às comunidades do município de Jaguaquara-BA e da região, como uma instituição social, política e eticamente comprometida com a formação da pessoa humana. Sua missão e sua visão se sustentam de forma efetiva nos pilares, nos valores e nos objetivos permanentes, resgatados da história mais que centenária pelos servidores atuais e que orientam as suas ações pedagógicas. A saber:

MISSÃO: Educar integralmente crianças, adolescentes e jovens do seu corpo discente.

VISÃO: Ser espaço de uma ação educativa integral, cujos princípios emanem dos postulados cristãos e, as práticas pedagógicas, das matrizes libertadoras.

PILARES:

 

  • Princípios éticos e morais cristãos;
  • Educação libertadora;
  • Pedagogia libertadora;
  • Firmeza de propósito.

Entendemos ser necessário documentar neste Projeto Político Pedagógico uma palavra explicativa sobre cada um dos pilares do Colégio Batista Taylor-Egídio:

  • Os princípios éticos e morais cristãos dizem respeito aos parâmetros norteadores de nossa vida. Como devemos proceder, diariamente, de acordo com a proposta formulada por Jesus Cristo (Mateus 5, 6 e 7).
  • A educação integral é uma concepção de prática educacional que compreende a pessoa (tanto o estudante quanto seus familiares e servidores do Colégio) como um ser inteiro e busca contemplar todas as dimensões do desenvolvimento, bem como às múltiplas e diversas inteligências humanas. Educação integral não é uma modalidade de educação, mas ‘é’ a própria definição de educação para o CBTE.
  • A pedagogia libertadora (Paulo Freire) propõe um ser humano livre e feliz, com quis Jesus Cristo. Também propõe que o espaço escolar seja um lugar onde todos se sintam livres de opressões, exercendo a cidadania de forma respeitosa e com alteridade. Dentre outras categorias, compreende:
  • Avaliação processual, pensada a partir de dispositivos avaliativos pedagógicos
  • Cumprimento do Tempo Real de Aula
  • Horários estendidos, geminados, com aulas planejadas em sequências didáticas com metodologias variadas, lúdicas e includentes
  • Respeito aos turnos de fala
  • Firmeza de propósito – Significa estar focado (a). Ser firme nos propósitos é mesmo que ter base e profundidade. Propósito é alvo, meta, plano, intenção. Firme no propósito é mesmo que ser responsável pelo que pensa, planeja e diz. “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna.” (Mt. 5:37)

VALORES

  • Educação por princípios morais e éticos cristãos;
  • Matriz pedagógica progressista, libertadora, conscientizadora e sociointeracionista;
  • Ser humano integral;
  • Relações humanas saudáveis;
  • Ambiência educacional proativa;
  • Múltiplos ensinos e múltiplas aprendizagens.

OBJETIVOS PERMANENTES

  • Manter fortalecida a finalidade primeira do Colégio Batista Taylor-Egídio: Educação integral por princípios cristãos;
  • Formar permanentemente as equipes administrativa e pedagógica nas visões:
    • Trabalhador da educação: educador
    • Trabalhador da educação cristã: um ser com missão
    • Um ser com missão: um ser sendo de sentido com propósito;
  • Praticar uma pedagogia amparada nas matrizes epistemológicas progressistas, libertadoras, conscientizadoras e sociointeracionistas;
  • Envolver permanentemente os estudantes, os pais e os servidores na construção dos paradigmas de excelência educacional:
    • Escola do respeito
    • Escola do compromisso
    • Escola da autogestão
    • Escola da autorreflexividade
    • Escola da colaboração
    • Escola da complementariedade
    • Escola da inclusão
    • Escola da alegria
    • Escola da paz
    • Escola da escuta sensível
  • Manter vivo o respeito da comunidade pelo Colégio Batista Taylor-Egídio, sustentando suas especificidades, singularidades, transparência, democracia e gestão organizada e proativa.

1.3 NOSSAS ESPERAS, NOSSAS PROPOSTAS… PARA QUE TRABALHAMOS?

[…]

Quem espera na pura espera

vive um tempo de espera vã.

Por isto, enquanto te espero

trabalharei os campos e

conversarei com os homens.

Suarei meu corpo, que o sol queimará;

minhas mãos ficarão calejadas;

meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;

meus ouvidos ouvirão mais,

meus olhos verão o que antes não viam,

enquanto esperarei por ti.

Não te esperarei na pura espera

porque o meu tempo de espera é um

tempo de quefazer.

[…]

Estarei preparando a tua chegada

como o jardineiro prepara o jardim

para a rosa que se abrirá na primavera.

(PauloFreire, Canção Óbvia)

Partimos da compreensão de que esperar é uma ação que requer um trabalho contínuo de efetivo compromisso com o que se espera. Tal como nos diz Paulo Freire (1999, p. 11) no livro Pedagogia da Esperança:

Enquanto necessidade ontológica a esperança precisa da prática para tornar-se concretude histórica. É por isso que não há esperança na pura espera, nem tampouco se alcança o que se espera na espera pura, que vira assim, espera vã.

Nesse sentido, a nossa espera é esperança, é ação; uma espera que cultiva diariamente os resultados esperados, constituindo-se, portanto, num trabalho diário, persistente e continuado em todo o processo formativo. E, embora saibamos que a formação da pessoa humana não se mostra fragmentada, ainda assim, explicitamos nossas esperas por categorias, afirmando, contudo, que elas se entrecortam, se complementam, se fundem.

Espera política

  • Desenvolver o compromisso com as pessoas e com a humanidade no sentido de favorecer a tomada de decisões que primam pelo bem comum;
  • Fomentar a participação nos movimentos em defesa da construção de um mundo economicamente viável, socialmente possível e eticamente melhor;
  • Favorecer a formação de indivíduos ativos e proativos que se façam presença no mundo, com o mundo;
  • Estimular a participação nos espaços de decisão a fim de promover o exercício democrático nas/das práticas cotidianas, dentro e fora da escola.

Espera social

  • Desenvolver o sentimento de corresponsabilidade com a construção de uma sociedade justa e igualitária, assumindo uma postura de defesa pela garantia dos direitos humanos e sociais para todos, indistintamente;
  • Desenvolver o sentimento de solidariedade com as pessoas e com o mundo, produzindo-o e nele agindo de maneira responsável, tanto com esta geração, quanto com as gerações futuras;
  • Desenvolver a percepção de si como sujeito histórico, fazedor de cultura e produtor de realidades, assumindo, desta maneira, suas ações na tessitura do mundo.

Espera cultural

  • Estimular o respeito às diferenças e aos diferentes, considerando as multirreferencialidades nos modos de ser e de existir no mundo;
  • Fomentar a valorização e o respeito às diferentes culturas e suas expressões na sociedade;
  • Garantir o princípio da alteridade nas práticas sociais construindo realidades mais éticas e solidárias.

Espera humana

  • Incentivar o exercício ético e estético em seu ser e estar no mundo, respeitando as diferenças individuais e as expressões coletivas;
  • Incentivar o respeito, a tolerância e a justiça nas práticas sociais de convivência em grupo, construindo relações efetivamente humanas;
  • Incentivar a convivência humana entre os diferentes, reconhecendo e respeitando suas singularidades, suas opções religiosas, artísticas, partidárias etc, bem como suas particularidades não resultantes de opções, tais como etnia, classe social e outras.

Espera pedagógica

  • Estimular o trabalho de pesquisa, a curiosidade epistemológica e compromisso com o pensamento investigativo;
  • Incentivar as atitudes de problematização da realidade para conhecer e compreender seu(s) mundo(s), mobilizando saberes para transformação das realidades indesejáveis;
  • Contribuir com a formação crítica e criativa dos sujeitos em seus aspectos artísticos e literários;
  • Comprometer-se com a transmissão dos conhecimentos e saberes produzidos pela humanidade ao longo da história, de forma sistematizada, possibilitando novas aprendizagens;
  • Contribuir com o desenvolvimento dos sujeitos e sua preparação para o mundo do trabalho de forma ética, crítica e criativa.

Espera espiritual

  • Dar continuidade à formação das equipes administrativa e pedagógica nas visões:
    • Trabalhador da educação: educador
    • Trabalhador da educação cristã: uma pessoa com missão
    • uma pessoa com missão: um ser sendo de sentido com propósito;
  • Fortalecer a concepção de ambiência educacional comprometida com os princípios de Jesus Cristo e com a finalidade primeira do Colégio Batista Taylor-Egídio que é educar a partir dos princípios éticos e morais cristãos;
  • Comprometer-se com a formação integral das crianças, adolescentes e jovens do seu rol de discentes, enfocando o desenvolvimento da dimensão espiritual na esperança de contribuir com a formação de  homens e mulheres capazes de ouvir e responder  aos ditames da alma.

Essas esperanças mantêm segura e firme a nossa vida, assim como a âncora mantém seguro o barco. (Hebreus 6:19)

1.4  A QUE NOS DEDICAMOS?

O Colégio Batista Taylor-Egídio dedica suas atividades ao oferecimento da educação básica que, de acordo com a LDB 9.394/96, artigo 22 (BRASIL, 2017), tem como objetivo “desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores”.

Assim, assumindo essa responsabilidade formativa, oferece à comunidade de Jaguaquara-BA e região, os seguintes níveis: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Em todos os níveis, a perspectiva é de formação do ser humano integral. Para tanto, o Colégio assegura a marca que reflete seu propósito, sua visão, missão, valores e pilares.

É uma marca que já ultrapassa 120 anos. A marca da educação séria, comprometida com valores morais e éticos cristãos, exige firmeza de propósito com todos aqueles a quem nos dedicamos. Como uma das ações concretas da firmeza de propósito, está a apresentação, no ato de cada matrícula, aos responsáveis dos educandos tanto este Projeto quanto o Regimento Escolar.

Faz parte do corpo discente crianças, adolescentes e jovens, cujos responsáveis desejem a educação descrita neste documento para seus dependentes. Em caso de não adaptação e/ou reincidências de quebra dos valores, princípios e objetivos do Colégio, o estudante passa a ter uma matrícula condicionada e pode receber carta de transferência.

1.4.1 Educação Infantil

A educação infantil, etapa primeira da educação básica, compreende a creche (de 0 a 3 anos) e a pré-escola (de 4 e 5 anos) e tem como finalidade, de acordo com a   9.394/96, art. 29 (BRASIL, 2017), o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.

Entendemos a criança como uma pessoa de direitos, cujo trabalho pedagógico compromete-se com a formação humana cultural e historicamente situada. Para o Colégio Batista Taylor-Egídio, deve estar premente na educação infantil um trabalho comprometido com as potencialidades formativas da criança, o que envolve compreender a infância em seus sentidos e significados. Não se trata, assim, de uma etapa preparatória para o ensino fundamental, mas, a busca incessante por uma prática que

parta das suas [das crianças] ontologias, das suas condições socioculturais concretas, compreendendo que o conhecimento do mundo envolve afeto, prazer, desprazer, fantasia, brincadeira, movimento, poesia, ciências, artes, linguagem, música, matemática etc (MACEDO In: MACEDO; AZEVEDO, 2013, p. 52).

Com essa compreensão em tela, afirmamos a educação infantil em sua multirreferencialidade, comprometida com a formação da criança em sua plenitude.

1.4.2 Ensino Fundamental

 

O Colégio Batista Taylor-Egídio oferece, ainda, no âmbito da educação básica, o  ensino fundamental, com duração de 09 anos, assegurando o que reza o artigo 32, da LDB 9.394/96 (BRASIL, 2017), a saber:

I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;

II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;

IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

Entendemos que o ensino fundamental tem suas especificidades requerendo de nós olhares diferenciados, pois atravessamos os fluxos de vida da infância ao início da adolescência, cujas expectativas educativas vão assumindo contornos diferenciados conforme as diferentes faixas etárias. Desta forma, o trabalho nessa etapa (assim como nas demais) está pautado no respeito aos diferentes tempos e ritmos de vida e de compreensão de mundo, mas, sempre buscando a mediação necessária ao desenvolvimento das potencialidades do ser, sendo.

Por conta das especificidades do ensino fundamental, especialmente dos Anos Iniciais que compreende do 1º ao 5º ano, o momento recreativo, entendido como parte do trabalho docente que deve ser atenciosamente planejado e acompanhado, ocorre em horários diferentes, ou seja, cada turma tem em seu horário escolar, o tempo destinado às práticas recreativas que envolvem movimento corporal com uso da área de convivência do colégio.

Esclarecemos, todavia, neste ponto, que o momento destinado ao lanche, conforme as orientações dos profissionais da saúde, é no horário-relógio às 10:00h da manhã nas respectivas salas de aulas ou espaços pedagógicos eleitos pelos professores, em diálogo com as suas respectivas turmas.

1.4.3 Ensino Médio  

Como vem sendo dito, o Colégio Batista Taylor-Egídio ratifica as finalidades educativas previstas pela   9.394/96 e, tratando-se do ensino médio, no artigo 35 (BRASIL, 2017), compromete-se com:

I – a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II – a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

III – o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

As perspectivas formativas anunciadas convidam-nos a repensar o que se espera do ensino médio no Brasil. As experiências vêm demonstrando que esta etapa da educação básica tem uma forte inclinação à formação precedente, seja para inserção do sujeito no mundo do trabalho, seja para preparar para a realização de exames de vestibulares ou mesmo para concursos públicos.

Embora reconheçamos a necessidade de assumirmos o compromisso de auxiliar os jovens para a continuidade de seus estudos com sucesso, entendemos que a proposta formativa aí não se esgota. Portanto, a nossa intenção educativa reafirma o compromisso com a formação da pessoa humana em suas infinitas possibilidades de existir e produzir realidades.

1.4.4 Ordenamento do Colégio Batista Taylor-Egídio

O Colégio Batista Taylor-Egídio atende aos três níveis da educação básica, assim ordenados:

 

NÍVEL

 

ORDENAMENTO

 

 

Educação Infantil

 

Grupo 02

 

Grupo 03

 

Grupo 04

 

Grupo 05

 

 

Anos Iniciais do Ensino Fundamental  

1º Ano

 

2º Ano

 

3º Ano

 

4º Ano

 

5º Ano

Anos Finais do Ensino Fundamental  

6º Ano

 

 

7º Ano

 

8º Ano

 

9º Ano

 

Ensino Médio

 

1º Ano

 

2º Ano

 

3º Ano

 

 

 

Conforme a Resolução CEE/BA n. 26, de 15 de março de 2016 (BAHIA, 2016), a instituição de ensino deverá observar o número máximo de vagas por turma, sendo:

I – Educação Infantil:

  1. 15 crianças em creche, por professor, com um auxiliar;
  2. 20 estudantes na pré-escola.

II – Ensino fundamental:

  1. 25 alunos no 1º, 2º e 3º anos;
  2. 30 alunos no 4º e 5º anos;
  3. 35 alunos do 6º ao 9º ano.

III – Ensino médio, 45 alunos.


PARTE II - Nossas vozes entrecruzadas anunciam um munto 'outro'...

Parte II

NOSSAS VOZES ENTRECRUZADAS ANUNCIAM UM MUNDO “OUTRO”…

 

2  NOSSAS VOZES ENTRECRUZADAS ANUNCIAM UM MUNDO “OUTRO”

O mundo, agora, já não é algo sobre o que se fala com falsas palavras, mas o mediatizador dos sujeitos da educação, a incidência da ação transformadora dos homens, de que resulte a sua humanização.

(Paulo Freire, Pedagogia da Esperança)

 

Sempre que nos perguntamos qual o sentido da educação na contemporaneidade, a questão que se coloca diante de nós é: educação para que mundo? Partimos da compreensão de que os mundos são produções humanas que alteram nossos espaços naturais e nos imprimem modos de viver e de existir. Por isso, preferimos pensar o mundo em sua pluralidade, sempre aberto às possibilidades de novos mundos.

A educação, como autora e coautora de mundos, em sua polissemia, vem colocando-se em defesa de diferentes projetos sociais, culturais e políticos. Por isso, pensar num projeto educativo da pessoa humana é pensar, ao mesmo tempo, sobre o(s) mundo(s) que queremos construir. Concordando com Hannah Arendt (2015, p. 11), partimos do pressuposto de que

a condição humana compreende algo mais que as condições nas quais a vida foi dada ao homem. Os homens são seres condicionados: tudo aquilo com o qual eles entram em contato torna-se imediatamente uma condição de sua existência. O mundo no qual transcorre a vita activa consiste em coisas produzidas pelas atividades humanas; mas, constantemente, as coisas que devem sua existência exclusivamente aos homens também condicionam os seus autores humanos.

Temos assistido à produção de mundos que têm reduzido a potência do humano em existir, ser e viver em plenitude. Em muitos casos, a educação tem se colocado na função de tornar homens e mulheres produtivos, sob a ótica do mercado, mas, muitas vezes, distantes de sua condição humana.

Em tempos muito instáveis e complexos posicionar-se social, cultural e politicamente passa a ser condição sine qua non para situar-nos nesse mundo e, então, anunciarmos mundos outros, mais justos, éticos e igualitários. Como nos diz Paulo Freire (2005, p.90), “existir, humanamente, é pronunciar o mundo, é modificá-lo”.

2.1 MUNDO, MUNDOS… UM OUTRO MUNDO POSSÍVEL (E NECESSÁRIO!)

Estamos convencidos de que precisamos construir as possibilidades de existência para todos os sujeitos, independentemente de etnia, religião, gênero e outras diversidades que se apresentam na pluralidade do mundo. Amparados na pedagogia libertadora, compreendemos que homens e mulheres produzem suas existências nas suas relações com o mundo, o que os fazem sujeitos históricos. Com Freire (2005, p. 14) aprendemos que “o mundo é espetáculo, mas sobretudo convocação. E, como a consciência se constitui necessariamente como consciência do mundo, ela é, pois, simultânea e implicadamente, apresentação e elaboração do mundo”.

Assim, na tentativa de (re)construir nossos mundos, tomamos como responsabilidade educativa a consciência do mundo e, por natureza, a consciência de si.  Não temos dúvida que educar-se é conscientizar-se de ser presença no mundo, com o mundo. Ainda de Freire (2005, p. 15), tomamos por empréstimo a afirmativa: “a consciência do mundo e a consciência de si crescem juntas e em razão direta; uma é a luz interior da outra, uma comprometida com a outra”. Assim, partindo desse pressuposto, nossos esforços vão em direção a um trabalho pedagógico que entende o ser humano em sua inteireza, fazedor de cultura, artista de si e do mundo, o que torna possível acreditarmos na construção de um mundo menos feio, mais justo, mais solidário, mais humano.

Mundo sonhado e profetizado na proposição de Paulo Freire (1987, p. 184), nas duas últimas linhas do livro Pedagogia do Oprimido: “… fé nos homens e na criação de um mundo em que seja menos difícil amar”.

2.2 O HOMEM E A MULHER, SUJEITOS HISTÓRICOS, SOCIAIS E CULTURAIS… POR UMA REESCRITA DA SOCIEDADE

Como já o dissemos, homens e mulheres são, essencialmente, sujeitos históricos, sociais e culturais. Como fazedores de mundos, são também fazedores de si, dialeticamente. É daí que assumimos o devir do mundo, dos mundos, em profundas relações com os modos de existir dos homens e das mulheres em suas experiências vitais. Para Freire (2011) a consciência do inacabamento humano é que nos amplia as possibilidades de transformar o mundo. Na condição humana experimentamos a nossa própria inconclusão e, então, podemos afirmar a provisoriedade da história, da cultura e das relações sociais que estabelecemos. É também pela consciência do inacabamento que nos vemos como sujeitos condicionados e não determinados. Não somos determinados pela cultura, mas por ela condicionados. Todavia,

[…] mesmo sabendo que as condições materiais, econômicas, sociais e políticas, culturais e ideológicas em que nos achamos geram quase sempre barreiras de difícil superação para o cumprimento de nossa tarefa histórica de mundar o mundo, sei [sabemos] também que os obstáculos não nos eternizam (FREIRE, 2011, p. 53).

É com essa consciência histórica do mundo que homens e mulheres reescrevem seus mundos, cuja ética passa a ser a ética da vida, em toda a sua beleza e potência germinativa.

2.3      A     EDUCAÇÃO     QUE     QUEREMOS     CONSTRUIR     ENQUANTO ESPERAMOS 

Durante essa longa caminhada de mais de um século em que o Colégio Batista Taylor-Egídio vem se constituindo foi ficando cada vez mais evidente o nosso compromisso com o mundo. Ao assumir uma educação libertadora em nossos princípios e pilares educativos, passamos a anunciar também que “a educação é uma forma de intervenção no mundo” (FREIRE, 2011, p. 96). Assim, o nosso trabalho pedagógico é um esforço diário de promover uma educação que vá para além do atendimento cego das formas inumanas do modelo capitalista que subjuga homens e mulheres a meros consumidores de ideias e de produtos. A educação que anunciamos reconhece a necessidade ontológica do trabalho como um dispositivo de produção de realidades, todavia, não se restringe ao trabalho em sua via exploratória da força de trabalho das pessoas historicamente exploradas em seus modos de viver e de existir.

A educação para nós é um processo de formação e, esta, como nos orienta Paulo Freire (2011, p. 16), “é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas” [grifo do autor]. A formação, ação que se dá ao longo da vida dos sujeitos, carece ser olhada com muito mais sensibilidade, pois, se encontra com diferentes projetos de mundo e de sujeito. Afinal, o que esperamos da formação humana?

Miguel Arroyo (2009) nos convida a pensar sobre a formação do filhote do homem. Para este autor, na maioria das vezes, a formação de professores se destina a preparar os alunos para passar de ano, ser aprovado no vestibular ou no concurso e, de modo geral, capacitar as pessoas para o mercado. Essa ideia de formação em muito se distancia do sentido que aqui defendemos. Como nos diz Arroyo (op cit, p.230), “educamos os recém-chegados no mundo humano, cultural, social. Educamos um ser humano em devir humano”. Com isso em mente, passamos a educar no sentido da formação humana, reconhecendo que homens e mulheres, desde a mais tenra idade, frequentam um mundo dotado de cultura, de valores, de representações que, de certa maneira, constituem diferentes modos de habitar esse mundo.

Assumindo o humano como um devirhumano, não temos nenhuma certeza de quem se tornarão as crianças e jovens que atravessamos com nosso projeto educativo. No entanto, acreditando na educação como uma das funções da vida social, nos situamos numa perspectiva que se compromete com a condição humana de existir em seus diferentes tempos, ritmos e possibilidades, mas sempre potentes de vir a ser outro em si mesmos.

2.4  A ESCOLA EM PERSPECTIVAS DIALÓGICAS

Durante as Escolas de Pais que ocorrem desde fevereiro de 2014, a direção, juntamente com as equipes administrativa, docente, pedagógica e geral do colégio, numa tentativa de fortalecer o diálogo contínuo entre os educadores (familiares e professores), vem apresentando proposições para os pais e/ou responsáveis dos estudantes do tipo: Concluam: com esperança, nós desejamos que no ano seguinte o (a) meu (minha) filho(a) receba no Colégio Batista Taylor-Egídio…

As proposições das famílias, todas arquivadas no documentário do colégio, se encontram com o nosso desejo de construir uma escola que rompa com uma visão racionalista da educação e que promova, efetivamente, uma formação de crianças e jovens para o bem (com)viver no mundo, com o mundo. Dentre as inúmeras esperas dos pais, destacamos:

Uma educação de qualidade. Que ele aprenda a viver com as diferenças das pessoas. Tenho a esperança que meus filhos aprendam, ainda mais, bons modos, respeitando e obedecendo [a] nós, pais. Tenho muita esperança também que  meus filhos sejam tratados com amor, carinho e igualdade. (Família de estudante da educação infantil).

Uma educação humanizada, com todo conteúdo pedagógico exigido, mas que esse conteúdo seja transmitido com amor, com tolerância, com sabedoria. Queremos um mundo melhor e é na escola que essa mudança se faz. (Família de estudante do ensino fundamental – Anos Iniciais).

Além da educação formal, [espero] uma vivência de aprendizagem aliada a pilares éticos e morais, considerando que nossos filhos passam 25% de seu tempo acordados, aqui [na escola]. Espero uma parceria para que “minha pequena” se torne grande. (Família de estudante do ensino fundamental – Anos finais).

Um ensino de qualidade, com foco no processo humanista e sociocultural; que preze por práticas sociais humanas e sociointeracionistas. Que se busque o entendimento do ser e não do ter como meta maior. (Família de estudante do ensino médio).

Embora tenhamos destacado apenas uma proposição de cada nível da educação básica, podemos afirmar – a partir dos nossos registros – que as esperas das famílias com o trabalho escolar se sustentam em princípios indispensáveis à formação da pessoa humana, uma vez que na maioria absoluta das proposições, as famílias fazem referência a uma educação com amor, respeito, tolerância e compromisso com a mudança do mundo.

Com Paulo Freire, aprendemos que a educação é um ato essencialmente amoroso. Para esse grande educador brasileiro,

não é possível a pronúncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há amor que a infunda. Sendo fundamento do diálogo, o amor é, também diálogo. […] Porque é um ato de coragem, nunca de medo, o amor é compromisso com os homens. […] Como ato de valentia, não pode ser piegas; como ato de liberdade, não pode ser pretexto para a manipulação, senão gerador de outros atos de verdade. A não ser assim, não é amor (FREIRE, 2005, p. 91-2).

A escola que temos como propósito de ir consolidando, cotidianamente, tem o diálogo como seu elemento fundante, motivo de nossas atenções formativas para a formação de um “novo” sujeito, capaz de se constituir como um ser em si, comprometido com o mundo.


PARTE III-A escola que construímos ao longo de 119 anos...de onde partimos?

Parte III

 

A ESCOLA QUE CONSTRUÍMOS AO LONGO DE 119 ANOS… DE ONDE PARTIMOS?

3 A ESCOLA QUE CONSTRUÍMOS AO LONGO DE MAIS DE UM SÉCULO… DE ONDE PARTIMOS?

“Um ciclo de vida se projeta sobre os outros” (Miguel Arroyo, Imagens Quebradas)

Abrimos essa seção com Arroyo (2009) para ratificarmos o entendimento de que um Projeto Político Pedagógico (PPP) é sempre um trabalho que lançamos adiante, considerando o vivido e o experimentado durante os passos que o antecederam. Como já dissemos na Parte I deste projeto, o Colégio Batista Taylor-Egídio traz em sua história um trabalho cuidadoso e comprometido com a contínua melhoria da missão educacional que desenvolve junto à comunidade.

Tendo em mente o compromisso com a formação integral da pessoa humana, o Taylor-Egídio vem se consolidando como uma instituição de ensino que busca atualizar suas práticas pedagógicas bem como ampliar as possibilidades de bem-estar para os alunos, seus familiares e funcionários que frequentam diariamente os seus espaços. Assim, apresentamos a seguir um diagnóstico simplificado do que já temos construído até aqui, permitindo-nos olhar para adiante com a certeza de que se muito já fizemos ao longo de mais de um século, muito ainda podemos e queremos fazer.

3.1 ASPECTOS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS

 

ASPECTOS OBSERVADOS

 

O QUE TEMOS CONSTRUINDO ATÉ AQUI…

 

Planejamento

Os planejamentos das atividades pedagógicas são realizados por nível, quinzenalmente. Uma vez no mês, os docentes se reúnem por área, com seus respectivos articuladores.
 

 

 

Avaliação

 

 

O processo avaliativo, ao longo de cada semestre, compõe-se dos seguintes dispositivos:

1º) Investimento na educação integral: observação da assiduidade e pontualidade no cumprimento dos combinados agendados (2,5);

2º) Situação simulada dos exames de concursos, vestibulares e avaliações externas (2,5);

3º) Escrita aberta oportunizando a expressão do pensamento de forma livre por meio do sistema de notação gráfica (2,5);

4º) Expressão da oralidade e da corporeidade oportunizando a explicitação das aprendizagens por meio da fala e das expressões corporais (2,5).

 

Material pedagógico

O material pedagógico é organizado pelo tradicional Sistema de Ensino Positivo e ampliado e/ou substituído por pesquisas locais de incontestável procedência e valor educacional.
 

Atendimento às diversidades

Cada estudante é entendido como uma pessoa única, como tal, difere de todos os outros e assim é respeitado e atendido. O apoio de profissionais da psicologia/psicanálise e seus pareceres são importantes quando do atendimento e acolhimento das diversidades.
 

Valorização às diferenças

À semelhança do atendimento às diversidades, as diferenças são valorizadas. O princípio: “diferença não é deficiência” é defendido e condição de convivência.
 

 

Integração das diferentes áreas de conhecimentos

As áreas do conhecimento são integradas a partir de “eixos norteadores” como, por exemplo, a) tema anual que perpassa por todos os componentes curriculares; b) lecção da segunda-feira que apresenta um tema gerador e, a partir do mesmo, se iniciam as aulas disciplinares; c) projeto da feira do conhecimento que se inicia na primeira semana de aula do ano letivo e culmina no último mês letivo com uma apresentação intertransmultidisciplinar.
 

 

 

 

 

 

 

 

Projetos contínuos

a)    Aula Inaugural Campal – Primeira aula de cada ano letivo para (e com) todos os estudantes e seus responsáveis;

b)    Projeto solidariedade com a escola-irmã- ERTE;

c)    Projeto complementariedade do ser que objetiva o fortalecimento da relação humana por meio de ações de complementação – mês da páscoa;

d)    Projeto de valorização do corpo como espaço no qual “tudo acontece” – torneios internos e externos a cada trimestre;

e)    Escola para (e com) pais na qual os pais participam, a cada dois meses, com aulas públicas sobre diversas temáticas da vida prática;

f)     Combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes – com início nas lecções, desenvolvimento nas salas de aula e culminância com caminhada pública;

g)    Acampamento de Pais e Filhos (ACAMPAI) no qual todos chegam, têm aulas, se alimentam e dormem no colégio;

h)    Feira do conhecimento que gira em torno do tema anual do colégio, perpassa todos os meses do ano e culmina na última semana letiva com apresentações públicas das mais diversas formas, áreas e modalidades;

i)     Papo poético – Expressão artística corporal, musical e oral resultante de leituras dos clássicos nacionais e internacionais;

j)     Defesa pública de TCC. Apresentação para a comunidade das pesquisas realizadas pelos estudantes do ensino médio e orientadas pelos docentes do mesmo nível;

k)    Uso diário da carteira de estudante. Anualmente, a partir das matrículas, o colégio confecciona uma carteira de estudante para cada aluno (a) devidamente matriculado (a). A entrada, diariamente, durante o ano letivo, só é permitida mediante a apresentação da referida carteira;

l)     Cine Escola – Uma vez por mês em todos os níveis com exibição de filmes, preferencialmente, nacionais.

m)  Projeto de Orientação Vocacional e Painel das Profissões que visa orientar os estudantes sobre a escolha profissional com a mínima segurança possível

n)    Simulados ENEM

 

Formação continuada de professores

A formação continuada, a cada ano letivo, tem início na Jornada pedagógica e, mensalmente, a partir das demandas, um subtema é estudado tanto na condução da própria equipe gestora do colégio quanto por convidados externos.

Os momentos de AC (Atividades Complementares) que acontecem quinzenalmente são utilizados, também, como espaços legítimos de formação continuada. O Colégio implantou a política de incentivo por formação comprovada.

3.2  PRÁTICA DA GESTÃO

 

ASPECTOS OBSERVADOS

 

O QUE TEMOS CONSTRUINDO ATÉ AQUI…

 

 

 

Comunicação com a família

O diálogo com as famílias tem o pontapé inicial na aula inaugural do ano letivo quando cada nível elege um (a) representante para ouvir os pares e comunicar para a equipe do colégio os anseios, planos, sonhos e ideias dos familiares sobre a educação que deseja.

Em seguida, o colégio sistematiza o diálogo em forma de calendário-proposta-ações e entrega, a cada família, uma cópia. Durante todo o transcorrer do ano, com datas pré-fixadas, são realizados encontros. Os comunicados, escritos impressos e por meio das redes, facilitam os diálogos presenciais.

 

Comunicação entre comunidade escolar interna

É uma comunicação direta, livre e informal cotidianamente, contudo os momentos de decisões exigem comunicações formais com assinaturas que responsabilizam a comunidade escolar interna.
 

Participação da comunidade na tomada de decisões

Todas as decisões passam por uma socialização e consequente votação da comunidade interna e são anunciadas, de forma aberta, à comunidade externa que também pode optar. Sempre que necessário, as decisões são revistas e/ou repensadas.
 

Relações interpessoais

Dos seis (6) valores do colégio, um dos mais evidentes diz respeito às relações interpessoais, a saber:  Relações humanas saudáveis.

3.3 INFRAESTRUTURA

 

ASPECTOS OBSERVADOS

 

O QUE TEMOS CONSTRUINDO ATÉ AQUI…

 

Sala de aula

15 salas de aula arejadas medindo 7m x 5.50m para funcionamento de todos os níveis.
Sala de reuniões 1 sala no prédio central
 

Sala de coordenação

2 salas de coordenação arejadas sendo 1 para a coordenação da educação infantil e ensino fundamental  – Anos inicias e 1 para a coordenação do ensino fundamental – Anos finais e ensino médio.
 

Auditório

2 auditórios: 1 atende à educação infantil e ao ensino fundamental – Anos Iniciais e 1 atende ao ensino fundamental – Anos finais e ao ensino médio.
Biblioteca 1 biblioteca contendo um acervo de vídeos, livros e outros materiais de apoio e incentivo à formação do leitor.
 

Quadra poliesportiva

1 quadra poliesportiva sem cobertura tendo ao lado um campo de chão e 1 ginásio de esportes com piscina.
Mobiliário das salas de aula Mesas de professores, carteiras estudantis e cadeiras com mesas.
Recursos tecnológicos disponíveis para situações de aprendizagem 1 televisor em cada sala do ensino fundamental – Anos iniciais e nas salas dos Anos finais e do ensino médio, 3 datashow, computadores.
Espaços de lazer/convivência Grande área verde em todo colégio e parque infantil no prédio da educação infantil e ensino fundamental – Anos Iniciais.
Cantina 1 cantina terceirizada que serve a todo colégio.
Banheiros 6 banheiros dos estudantes com divisões que compreendem 20 espaços individuais e 3 banheiros para docentes e funcionários.

3.4 ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DOS SETORES

 

ASPECTOS OBSERVADOS

 

O QUE TEMOS CONSTRUINDO ATÉ AQUI…

Secretaria 1 secretaria organizada e atualizada representando a memória do colégio
Tesouraria 1 contadora  responsável pela tesouraria e pelos serviços contábeis
Mecanografia 1 sala de mecanografia devidamente equipada
Portaria 3 portarias com porteiros durante todo período de aulas, sendo: uma do prédio da educação infantil e do ensino fundamental – Anos Iniciais, outra do prédio do ensino fundamental – Anos finais e ensino médio e outra do ginásio de esportes.
Recepção 2 recepções
Serviço de limpeza 4 servidores atuando na limpeza sendo 1 para o prédio da educação infantil e ensino fundamental – Anos Iniciais, 2 para o prédio do ensino fundamental – Anos finais e ensino médio e outro para o ginásio de esportes.
Coordenação Pedagógica 2 coordenações pedagógicas
Direção 1 direção geral que também atua na direção pedagógica.

PARTE IV-A escola que nossas esperas nos mostram...

Parte IV

A ESCOLA QUE NOSSAS ESPERAS NOS MOSTRAM…

 

4 A ESCOLA QUE NOSSAS ESPERAS NOS MOSTRAM

“O ideal de humanidade vem variando com o avanço civilizatório, com as lutas pelos direitos.

Queremos que todos participem desse ideal, desse projeto. Que seja garantido a todos e a todas o direito a ser gente, a passar por esse

aprendizado”.

(Miguel Arroyo, Ofício de Mestre)

Para o Colégio Batista Taylor-Egídio a escola é um espaço de encontros, de formação… Assim, só pode ser um espaço humano, humanizando-se por meio de suas práticas cotidianas. Quando conduzimos uma criança à escola esperamos que a mesma se desenvolva em sua plenitude e integralidade, mas, infelizmente, a cientificidade racionalista que veio dando forma à escolarização nas sociedades capitalistas do mundo moderno tem distanciado as crianças e os jovens de suas condições humanas de existir. Muitas vezes são reduzidas à sua capacidade cognitiva de armazenamento e produção de informações e conhecimentos, excluindo uma população significativa de crianças e jovens da escola e do seu direito de aprender.

A nossa experiência no Taylor-Egídio vem atualizando nossas maneiras de compreender o papel da escola nos tempos atuais levando-nos a ampliar nossas perspectivas com a formação humana. Se por um lado reafirmamos o compromisso em ser um espaço de transmissão histórica do conhecimento produzido e sistematizado pela humanidade, por outro, nos colocamos sensíveis à edificação de uma escola efetivamente includente, buscando garantir a todos o direito de estar e de aprender na escola, bem como de continuar seus estudos com sucesso. Isso requer de nós novos olhares e novas orientações para as nossas práticas e nossos projetos formativos. Apoiando-nos em Arroyo (ARROYO, 2013, p. 54), afirmamos que “a recuperação do sentido de nosso ofício de mestre não passará por desprezar a função de ensinar, mas reinterpretá-la na tradição mais secular, no ofício de ensinar a ser humanos”. Assim, envidamos esforços em sistematizar e propor um projeto educativo alinhado com o compromisso de educar, em movimentos de humanização.

Em sendo assim, o Colégio Batista Taylor-Egídio busca contagiar corações. Não se ocupa com Marketing mas com o Branding de uma marca de mais de 120 anos, que reflete seu propósito, sua visão integral e inclusa e os princípios estruturantes de sua crença e ideal. O Branding que é voltado para a cultura e o posicionamento da empresa, como estratégia de negócio, em nossa compreensão, está muito além do Marketing que está mais orientado ao consumidor, avaliando demandas do mercado, público-alvo e produtos, criando estratégias comerciais e gerenciando canais de divulgação com a única finalidade de vender e lucrar.

Compreendemos que educação séria, comprometida com valores morais e éticos cristãos, tem marca. Uma marca que remete a um conceito de ser humano íntegro e inteiro, livre e consciente. Pensar-se em esperas que demandem desses seres humanos, há de se continuar pensando na marca que ultrapassa o espaço temporal de cento e vinte e um anos – a marca Taylor-Egídio.

4.1 NOSSAS COMPREENSÕES SOBRE CURRÍCULO

Sabemos que o currículo é uma palavra polissêmica que pode atribuir diferentes sentidos à prática pedagógica, podendo ir desde sua compreensão como o conjunto de disciplinas e/ou objetivos de aprendizagem escolar a qualquer ação dentro da escola, podendo ser equivocadamente sintetizado como “tudo que acontece na escola”. Para nós, no entanto, o currículo precisa ser discutido social e politicamente como um dispositivo formativo. Para Macedo, o currículo é compreendido como

um artefato socioeducacional que se configura nas ações de conceber/selecionar/produzir, organizar, institucionalizar, implementar/dinamizar saberes, conhecimentos, atividades, competências e valores visando uma ‘dada’ formação, configurada por processos e construções constituídos na relação com conhecimento eleito como educativo (grifos do autor) (MACEDO,2013, p.24-5).

Assim posto, o currículo está relacionado aos processos formativos dos sujeitos, mostrando-se em suas tessituras cotidianas. Está para além de um conjunto de disciplinas que compõe a matriz curricular e não se esgota num ementário. O currículo como artefato possui em si um conjunto de elementos integrados e articulados para ampliar as possibilidades formativas no espaço escolar. Para Berticelli,

o currículo é sempre proposta de experiência do mundo. Por outro lado, ele é experiência do mundo. É um tipo de experiência proposto aos educandos. O currículo é sempre uma trama de mundos vividos e não de um só mundo, pois ele resulta de múltiplas experiências históricas e de projeto para o futuro de muitas histórias: as histórias dos educandos junto com as histórias dos educadores, no sentido mais amplo de compreensão possível. Assim, me autorizo a dizer que o currículo é uma trama tecida de linguagens. (Grifos do autor) (BERTICELLI, 2010, p. 73).

            Ao colocar o currículo como uma trama de linguagens, fica evidente que este acompanha os movimentos e fluxos dos seus comunicantes; é um texto situado num tempo e no espaço. Assim entendido, não pode ser reduzido a um conjunto de objetivos a serem atingidos, como fim em si mesmo. Todavia, no tempoespaço escolar estão também associados os modos de apreender e (re)produzir conhecimentos e saberes.

4.1.1 Acessebilidade Curricular

Chamamos de acessibilidade curricular as possibilidades de abertura do currículo aos diferentes tempos e ritmos das crianças e jovens a fim de garantir seus direitos de aprender e continuar seus estudos com sucesso.  A nossa compreensão é de que umas das funções da escola, efetivamente inclusiva, é o esforço contínuo em garantir que todos os seus alunos e alunas possam acessar ao currículo proposto.

Há, ainda, o irrevogável compromisso com a inclusão das pessoas com deficiência e/ou com transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, cujo acesso ao currículo também se consubstancia como garantia do direito à educação. Nesse sentido, de acordo com o artigo 59 da  9.394/96, inciso I (BRASIL, 2017), está determinado que  cabe aos sistemas de ensino [leia-se as instituições escolares] “as adaptações dos currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas [dos educandos] necessidades”. O direito à educação das pessoas com deficiência também está garantido pela Lei 13.146, de 06 de julho de 2015, que assim determina:

Art. 27.  A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis de aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.

Parágrafo único.  É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar educação de qualidade à pessoa com deficiência, colocando-a a salvo de toda forma de violência, negligência e discriminação.

Art. 28.  Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:

[…]

III – projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia.

Tanto do que está exposto acima quanto do que está em toda Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência) nº 13.146, de 6 de julho de 2015, especialmente em seu IV Capítulo que trata do Direito à Educação, e nesta proposta pedagógica, a acessibilidade curricular é uma atitude ética no sentido de garantir o direito da pessoa humana. Nesses termos, a escola não pode se furtar dessa responsabilidade e precisa ir construindo caminhos possíveis e necessários para a mudança das lógicas (re)produtivistas que insistem em prevalecer em seu cotidiano.

Se, portanto, afirmamos a escola numa perspectiva de formação humana, nos colocamos social, ética e respeitosamente com as diferenças e os diferentes. Como nos alerta Arroyo (2011, p. 226), “as tentativas inclusivas que não alteram as estruturas, os tempos, os rituais, nem reveem os conteúdos, os processos, as avaliações terminam descobrindo como é ingênuo tentar incluir em estruturas excludentes, classificatórias”. Sabemos e afirmamos que uma escola inclusiva requer olhar diferente, pensar diferente e sentir diferente. Esses novos “jeitos” de olhar para a educação é que nos aproxima da condição humana de produzir novas realidades, mais justas e éticas. Para tanto, as consciências educadoras devem se renovar na perspectiva de que, para o tema da inclusão, da acessibilidade, não há receita, o que há é “postura inclusiva” ou não.

4.2 PROCESSOS DE ENSINOAPRENDIZAGEM: A PRÁXIS COMO DESAFIO

O processo pedagógico requer de nós novas perspectivas sobre o sentido de ensinar e de aprender. Concordamos com Freire (2011, p. 47), que “ensinar não é transferir conhecimento”. O conhecimento precisa “ser constantemente testemunhado, vivido”. Nesses novos contextos, cada vez mais complexos e plurais, com novas compreensões de infância, adolescência e juventude, não há espaço para a prática pedagógica que não seja a prática refletida, a práxis.

Pensar a práxis no contexto escolar é desafiar-se a construir sentidos e significados para o que se ensina e se aprende. Para Paulo Freire (2011, p. 67), “a nossa capacidade de aprender, de que decorre a de ensinar, sugere ou, mais do que isso, implica a nossa habilidade de apreender a substantividade do objeto aprendido”. Nesse sentido, temos no processo de ensinoaprendizagem o desafio de romper com a lógica mecanicista de repetição/memorização, sob pena de uma aprendizagem não verdadeira. Completa o autor: “aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito” (FREIRE, 2011, p. 68).

Com essa compreensão, a proposta do Colégio Batista Taylor-Egídio se sustenta num trabalho voltado para metodologias dialógicas, em que o aprendido/apreendido ganha substantividade na vida do educando. A proposta é a superação de uma educação bancária, fundada na transmissão dos conteúdos de quem sabe para quem não sabe.

A atividade pedagógica deve ser feita de encontros, com quem sabe algumas coisas e desconhece outras. Aprender passa a ser um fluxo contínuo, de pessoas que passam a “saber mais” e alteram nas relações com o conhecido e com o mundo, transformando-o para melhor viver.

4.3 O TEMPO NA ESCOLA: NOVOS OLHARES, NOVOS SENTIDOS, NOVAS PRÁTICAS

Quando nos esforçamos para (re)construir a proposta formativa na escola, a questão do tempo se impõe como o maior desafio a ser vencido, pois as escolas estão organizadas em torno do tempo. Há tempo de aula, tempo de brincar, tempo de estudar, tempo de aprender… O tempo que regula as atividades na escola é, muitas vezes, o mesmo tempo que atropela as condições do tempo humano. Para Miguel Arroyo (2009, p. 192),

a gestão do tempo escolar não é tensa apenas porque cada um tenhamos nossos tempos e nossos interesses na escolha dos horários das aulas. A tensão está no fato de mexermos com tempos instituídos, cristalizados, enrijecidos por lógicas escolares e sociais.

É essa cristalização e enrijecimento que têm provocado muitos desencontros dos tempos vividos na escola. Apoiando-se em Heráclito, Larrosa (2009) nos fala da tensa entre chronos e aión, como oposições no tempo. O tempo chronos é “o tempo irreversível representado por uma linha que vai de trás para diante” (LARROSA, 2009, p. 103). Já aión, derivado de aieí, pode ser traduzido por sempre. A partir de Heráclito, pode ser entendido como o “tempo considerado de uma vez, ao tempo-todo, ao tempo perene” (p. 104). A escola vive um tempo chronos; o humano, aión. O aíon é o tempo de acontecimento, cuja lógica não cabe nos relógios e calendários.

Depois de três décadas de movimento em todos os níveis da educação, a professora Sonilda Sampaio Santos Pereira (2014) liderou uma pesquisa intitulada: Tempo real de aula – tensão dialética entre o direito fundamental do discente e o poder de omissão do docente (ou do gestor). Neste trabalho, além de discutir as dimensões do tempo como citadas acima, Pereira elucida:

chegamos à conclusão que o cumprimento do tempo real de aula é muito mais que o cumprimento dos horários. É um tempo de complementariedade entre as pessoas envolvidas, tempo usado com profundidade, rico em experiências formadoras. Um tempo planejado, em cada fragmento de segundo; um tempo focado na criatividade, na profundidade, que sai da superficialidade e da inutilidade para a construção e produção do conhecimento que enriquece e colabora com e no processo de ensino e de aprendizagem (op cit, p. 21)

E a pesquisadora advoga sobre a inegociável condição do tempo organizado em horários escolares estendidos, geminados, em, no mínimo, duas horas e meia de relógio com sequências didáticas devidamente organizadas, com utilização de variadas metodologias, para que a superficialidade e a inutilidade cedam espaço à construção e à produção do conhecimento que enriquece e colabora com a vida real.

Infelizmente, em sua organização em torno do tempo cronológico – hora-aula, semana, mês, unidade letiva, ano letivo – a escola acaba desprezando os movimentos da vida que acontecem ao tempotodo, perene. Assim, acaba reduzindo as possibilidades de acontecimentos das crianças, dos adolescentes e dos jovens que, muitas vezes, são negadas do seu direito de aprender e desenvolver-se em seus ritmos de vida. Para Arroyo (2009, p. 192),

o tempo da escola é tão conflitivo porque foi instituído faz séculos e terminou se cristalizando em calendários, níveis, séries, semestres, bimestres, rituais de transmissão, avaliação, reprovação e repetência. Quando chegamos às escolas, entramos nessa lógica temporal institucionalizada que se impõe sobre os alunos e sobre os profissionais da educação. Entender essa lógica é fundamental para entender muitos dos problemas crônicos da educação escolar.

Assim, com a experiência formativa construída ao longo de mais de doze décadas de efetivo trabalho educativo, o Colégio Batista Taylor-Egídio se coloca atento ao desencontro do tempo da escola com o tempo em que a vida acontece, e propõe novas organizações do tempo pedagógico.

A primeira alteração se expressa na organização dos horários de aula. Ao invés de se organizar em horas-aulas fragmentadas, sendo interrompidas a cada cinquenta minutos (50’), propõe os horários estendidos, geminados, ou seja, a carga horária correspondente a cada disciplina fica condensada em “tempo-maior”. Essa organização das horas/aula favorece tanto o pleno desenvolvimento dos conteúdos eleitos, com metodologias apropriadas a organização das unidades didáticas, como favorece o tempo de amadurecimento/aprofundamento das temáticas em estudo. A intenção é desacelerar os tempos de aula na escola e favorecer, de modo mais consciente, o processo de ensinoaprendizagem.

A outra alteração que se faz é na organização das unidades letivas. De acordo com o artigo 23 da LDB 9.394/96 (BRASIL, 2017):

o calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto nesta Lei.

Assumindo a garantia de dias/horas de efetivo trabalho pedagógico, como determina a referida lei, o tempo das unidades letivas no Colégio Batista Taylor Egídio está organizado em semestres, perfazendo um total de duas unidades letivas. Essa forma de organização amplia as possibilidades de diagnóstico-mediação-consolidação da aprendizagem, de modo que a avaliação cumpra seu propósito formativo.

A nossa experiência vem mostrando que o tempo na escola “voa”, considerando o fluxo intenso de atividades impulsionadas pelas próprias noções de tempo, espaço e velocidade. Essa lógica temporal, frenética, anunciada pelo mundo moderno e tecnológico acaba por encerrar processos de aprendizagem para cumprir o calendário, quer seja bimestral (considerando quatro unidades letivas),  quer seja  trimestral (considerando três unidades letivas), sobretudo no nordeste brasileiro que vivencia nos meses de junho os recessos juninos, próprios da cultura regional.

Diante do exposto, fica dito que a ampliação do tempo das unidades é um compromisso que o Colégio Batista Taylor-Egídio assume para acompanhar os processos individuais ao longo do tempo para, somente no fechamento de cada unidade letiva, fazer os registros quantitativos. E, embora os registros de notas aconteçam semestralmente, os conselhos de classe acontecem com frequência bimestral, com datas e horários antecipadamente agendados e publicados nos calendários anuais, abertos aos estudantes e aos seus familiares, a fim de acompanhar e mediar os processos das aprendizagens individuais (cada estudante) e coletivos (a turma). Nos conselhos de classe, cada estudante é analisado de per si. Não há, previamente, critérios gerais para a referida análise porque compreendemos a individualidade e o processo de individuação de cada sujeito.

 Se por um lado sabemos que essa nova organização do tempo na escola não resolverá os desencontros dos tempos da vida e da escola, pois, como já o dissemos, a vida se constitui em tempo perene, por outro lado estamos convencidos que a organização que vem se cristalizando ao longo dos séculos não tem contribuído com a garantia do direito de estar na escola e aprender com sucesso. Afinal, como nos diz Arroyo (2009, p. 202), “a produção do tempo da escola e a produção do tempo da vida são inseparáveis. Sempre que os significados sociais e culturais da infância, adolescência são recolocados, os tempos da escola são chamados a repensar-se”.

4.4 PERSPECTIVAS FORMATIVAS EM COMPOSIÇÕES CURRICULARES

Como já dissemos no tópico 4.1 desta seção, nossa compreensão de currículo assume sua polissemia e complexidade. Em diálogo com o corpo legal que regulamenta a educação brasileira, passamos a assumir alguns compromissos curriculares “oficiais”, seguindo as normatizações para os diferentes níveis da educação básica.

De acordo com a LDB 9.394/96, artigo 26 (BRASIL, 2017),

os currículos da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos.

As propostas curriculares, de acordo com a legislação vigente no Brasil, devem ter, obrigatoriamente, conforme o parágrafo 1º do artigo 26 da LDB 9.394/96 (BRASIL, 2017), “o estudo da língua portuguesa e da matemática, o conhecimento do mundo físico e natural e da realidade social e política, especialmente da República Federativa do Brasil”. Também há a obrigatoriedade do ensino da Arte e da Educação Física. A língua inglesa é, obrigatoriamente, ofertada a partir do sexto ano do ensino fundamental.

A proposta curricular do Colégio Batista Taylor-Egídio, em consonância com a Resolução CEE/BA n° 23, de 12 de março de 2007,  que complementa a Lei n° 11.645,de 10 de março de 2008, reafirma seu compromisso em garantir em toda a sua proposta curricular os conteúdos relativos a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, com destaque para os componentes curriculares de Arte, Literatura e História Brasileiras. Esse compromisso reitera a busca por uma formação para além do foco eurocêntrico, como vem sendo ratificado pelas políticas elitistas diante da compreensão da formação da cultura brasileira.

Em conformidade com a LDB 9.394/96, artigo 26, nos parágrafos incluídos pela Lei nº 13.006 de 2014 (BRASIL, 2017), também deve fazer parte da proposta curricular para a Educação Básica,

  • 8º A exibição de filmes de produção nacional constituirá componente curricular complementar integrado à proposta pedagógica da escola, sendo a sua exibição obrigatória por, no mínimo, 2 (duas) horas mensais.
  • Conteúdos relativos aos direitos humanos e à prevenção de todas as formas de violência contra a criança e o adolescente serão incluídos, como temas transversais, nos currículos escolares de que trata o caput deste artigo, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente),observada a produção e distribuição de material didático adequado. (Grifos nossos).

As determinações curriculares apresentadas fazem parte do trabalho pedagógico que vem sendo realizado pela escola nos últimos anos, sobretudo, por entendermos que a formação da pessoa humana requer uma ampliação da compreensão de currículo, como já o dissemos.

No que se refere aos conteúdos relativos aos direitos humanos e as formas de violência contra a criança e ao adolescente, entendemos que se trata de questões sine qua non para o desenvolvimento de trabalho pedagógico alinhado aos princípios cristãos e de epistemologia libertadora nos quais alicerçamos a nossa proposta educativa.

Amparado em sua autonomia institucional, prevista na LDB 9.394/96, artigo 12, inciso I  (BRASIL, 2017), o Colégio Batista Taylor-Egídio propõe em sua proposta pedagógica atividades que visam ampliar as possibilidades formativas dos sujeitos, quais são: a Lecção, a Escola do Autoconhecimento, as atividades de Informática (para alunos do ensino fundamental e médio), Cine Escola e Música.

A Lecção – momento de reflexão e de autorreflexão. Prezando a inteireza do ser humano, o Colégio Batista Taylor-Egídio considera que todas as aprendizagens significativas demandam uma pessoa consciente, pensante e focada. Por isso, sistematiza e regimenta 01 hora-aula, semanalmente, em todos os níveis, destinada à lecção, à reflexão e à autorreflexão, cujos eixos giram em torno dos temas transversais com o objetivo de contribuir na formação humana dos estudantes como seres inteiros, complexos e multidimensionais. Os referidos eixos objetivam direcionar as atividades curriculares da semana.

A Escola do Autoconhecimento – tendo como matriz epistemológica os trabalhos desenvolvidos por Daniel Goleman (s/d), o Colégio Batista Taylor-Egídio propõe como um dos temas transversais perpassadores na base comum do currículo, o estudo sobre as possibilidades de autoconhecimento e exercício do “controle de si”, o qual compreende as relações inter e intrapessoais. O colégio conhece a proposta da escola da inteligência desenvolvida pela equipe do escritor Augusto Cury, inclusive os links que o autor faz com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), mas opta pelas proposições do Daniel Goleman por considerá-lo pioneiro no tema, amparado em pesquisas sérias, com perfil acadêmico comprometido com o ser humano em todas as suas dimensões, sem interesses mercantilistas, que contagia com a cultura do Branding e ultrapassa a cultura da venda e do lucro que o Marketing defende e faz.

Daniel Goleman (s/d) corrobora Howard Gardner (1994). Enquanto este trata da teoria das múltiplas inteligências, inclusive das inteligências pessoais, de maneira abrangente, aquele trabalha, de forma recortada, a inteligência no administrar das emoções, tanto na relação interpessoal, quanto na relação intrapessoal.  É nesta linha que o Colégio Batista Taylor-Egídio se orienta como escola do autoconhecimento.

As atividades de Informática – por sua vez, é um reconhecimento da cibercultura em que os estudantes são essencialmente nativos, por passarem a habitar um mundo já atualizado pelas novas tecnologias da informação e da cultura digital. Com isso, a escola, de modo interdisciplinar, estimula e desenvolve atividades que favoreçam esse saber, não pretendendo transformá-lo num componente disciplinar e, desta maneira, sem efeitos de avaliação para progressão de estudos. A intenção com essa atividade curricular é possibilitar o acesso a um conhecimento indispensável para o mover-se no mundo.

O Cine Escola – Fazendo cumprir a já referida Lei Federal nº 13.006 de 2014, o Colégio realiza, mensalmente, o Projeto Cine Escola. Ao trazer a linguagem cinematográfica para o contexto escolar, coloca-se como possibilidades de diálogos com temas e provocações que suscitam melhor compreensão dos aspectos culturais, históricos, literários e políticos dos diferentes tempos, tornando-se um dispositivo indispensável na formação escolar. Nesse sentido, a seleção dos filmes de longa e curta metragens, bem como os documentários, devem estar associada a um propósito pedagógico e adequado aos tempos, idades e interesses dos estudantes, de modo interdisciplinar e/ou transdisciplinar.

A sessão do Cine Escola tem periodicidade mensal. Acontece na última semana de cada mês, em dias alternados, agendados e anunciados pela coordenação pedagógica. Os filmes e/ou documentários são escolhidos de acordo com os níveis e idades dos estudantes. Os educadores responsáveis pela sessão fazem os links do assistido com suas respectivas disciplinas, potencializando as possibilidades de aprendizagens. Vale pontuar, no entanto, que essa atividade não substitui as opções metodológicas dos docentes que incluem no desenvolvimento de suas aulas a exibição de filmes e documentários, com conteúdos disciplinares específicos.

Do exposto, o Colégio Batista Taylor-Egídio define suas propostas curriculares, considerando tanto seus propósitos formativos para a educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, quanto o atendimento às legislações vigentes.

A Música – na educação infantil e no ensino fundamental – anos iniciais está presente de forma integrada como conteúdo e como suporte em diversas práticas na forma de canções, parlendas, brincadeiras-de-roda, como prática presente nas lecções, entre outras. A música também se faz presente como componente curricular com a duração de uma hora/aula semanal. Nesse sentido, a aula de música na educação infantil e no ensino fundamental – anos iniciais procura desenvolver a percepção, execução, criação, representação (notação e registro) e fruição da música, buscando a integração com outras disciplinas, sempre que possível.

No ensino fundamental – anos finais e no ensino médio, a música se faz presente como parte do conteúdo do componente curricular Arte e procura desenvolver além da percepção, fruição, execução, registro e criação, também a criticidade a interação com outras artes e a cultura, além da compreensão de aspectos históricos e sociais.

Como parte de atividades complementares na área de música são oferecidos a prática musical na fanfarra, sem atribuição de notas, em caráter opcional para os estudantes. Salientamos que o colégio se abre às possibilidades de oferecimento concomitante ao da fanfarra, de aulas musicais nas modalidades coral vocal, coral instrumental e outras. Como parte dessas possibilidades, no momento presente, se encontra em carácter experimental o oferecimento de aulas de violino e a formação de um grupo da câmara formado pela turma de violinos. Ainda dentro dessas possibilidades, deverá ser implantado, como parte das possibilidades, a prática de flauta doce em carácter experimental como parte do conteúdo das aulas de música.

Como todos os outros temas que compõem este Projeto Político Pedagógico, este também se embasa nas legislações vigentes, tanto nas federais quanto nas estaduais.

Outrossim, nessa seção que trata das perspectivas formativas em composições curriculares, entendemos ser necessário pontuar que, além das atividades: Lecção, Escola do autoconhecimento, Informática, Cine Escola e Música, o Colégio Batista Taylor-Egídio, em sua autonomia institucional, propõe o componente curricular  Ensino Religioso como atividade integrada do currículo escolar, “não constituindo elemento presente nos processos pedagógicos de aprovação, retenção, recuperação de estudos e progressão parcial”, conforme orienta a Portaria nº 6562/2016  da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Artigo 8º.

O Ensino Religioso como atividade integrada do currículo escolar, visa, ainda mais, ampliar as possibilidades formativas dos sujeitos. O referido componente é concebido como espaço de desenvolvimento da espiritualidade, da transcendência do ser, sem nenhuma imposição religiosa. A espiritualidade é compreendida como uma das dimensões do ser humano integral. O esforço é empreendido na tentativa de proporcionar experiências “da razão humana com o divino” como pensava Hegel sobre a Religião Natural em oposição à Religião Positiva

A Religião Positiva compreende o conjunto das crenças, das regras e dos ritos que em uma determinada sociedade e em um determinado momento histórico são impostos aos indivíduos pelo exterior […] que implica sentimentos que vêm impressos nas almas através da coerção e comportamentos que são o resultado de uma relação de comando e de obediência e que são cumpridos sem um interesse direto (HYPPOLITE, in: AGAMBEN, 2005, p.10).

Constitui-se desafio o trabalho com a Ensino Religioso, numa instituição denominacional, como o é o Colégio Batista Taylor-Egídio, a partir da concepção de Religião Natural, contudo o enfrentamos como uma missão libertadora, sem preconceitos e sem imposições.

4.4.1 Proposta Curricular para a Educação Infantil

Dias letivos: 200     Semanas letivas: 40         Dias Semanais: 05   N°. de horas/dia: 04         Hora/aula diária: Módulo de 50 min
 

GRUPO

 

COMPONENTES CURRICULARES

 

CARGA HORÁRIA SEMANAL

 

 

02

Arte e suas possibilidades 03
Lecção infantil 01
Linguagem oral e escrita 06
Lógica / matemática 05
Movimento / educação física 01
Música 01
Natureza e sociedade 03
 

 

 

 

03

Arte e suas possibilidades 03
Lecção infantil 01
Linguagem oral e escrita 06
Lógica / matemática 05
Movimento / educação física 01
Música 01
Natureza e sociedade 03
 

 

 

04

Arte e suas possibilidades 03
Lecção infantil 01
Linguagem oral e escrita 06
Lógica / matemática 05
Movimento / educação física 01
Música 01
Natureza e sociedade 03
 

 

 

05

Arte e suas possibilidades 03
Lecção infantil 01
Linguagem oral e escrita 06
Lógica / matemática 05
Movimento / educação física 01
Música 01
Natureza e sociedade 03
Total de carga horária anual: 800h     Total de Dias letivos: 200h

  4.4.2 Proposta Curricular para os anos Iniciais do Ensino Fundamental

 

Ano

 

Componentes Curriculares

 

CH semanal

 

 

 

 

1º ano

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 01
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 02
História 02
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 01
Língua Portuguesa 06
Matemática 06
Música*** 01
 

 

 

 

2º Ano

 

 

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 01
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 02
História 02
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 01
Língua Portuguesa 06
Matemática 06
  Música*** 01
 

 

 

3º Ano

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 01
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 02
História 02
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 01
Língua Portuguesa 06
Matemática 06
Música*** 01
 

 

 

4º Ano

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 01
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 02
História 02
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 01
Língua Portuguesa 06
Matemática 06
  Música*** 01
 

 

 

 

 

5º Ano

 

 

 

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 01
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 02
História 02
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 01
Língua Portuguesa 06
Matemática 06
Música*** 01
Total de carga horária anual: mínimo de 800h

Total de Dias letivos: mínimo de 200 dias letivos

(***) Os componentes curriculares que compõem a parte diversificada do   currículo

4.4.3 Proposta Curricular para os anos finais do Ensino Fundamental

 

Ano

 

Componentes Curriculares

 

CH semanal

 

 

 

 

 

 

6º ano

 

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 03
História 03
Informática Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (espanhol)*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Língua Portuguesa 04
Matemática 04
Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
Produção textual 02
 

 

 

 

7º Ano

 

 

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 03
História 03
Informática Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (espanhol)*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Língua Portuguesa 04
Matemática 04
  Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
  Produção textual 02
 

 

 

 

 

8º Ano

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 03
História 03
Informática Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (espanhol)*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Língua Portuguesa 04
Matemática 04
Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
Produção textual 02
 

 

 

9º Ano

Arte 02
Ciências 03
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Filosofia*** 01
Geografia 03
História 03
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Língua Estrangeira (espanhol)*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Língua Portuguesa 04
Matemática 04
  Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
  Produção textual 02
Total de carga horária anula: mínimo de 800h

Total de Dias letivos: mínimo de 200 dias letivos

(***) Os componentes curriculares que compõem a parte diversificada do   currículo

 4.4.4 Proposta Curricular para o Ensino Médio

Ano Área do conhecimento Componentes curriculares CH Semanal
1º  e 2º  Anos  

 

 

Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias

Arte 02
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Iniciação à Pesquisa*** Integrada
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Literatura Brasileira 02
Língua Portuguesa 02
Língua Estrangeira (Espanhol)*** 01
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
Produção Textual*** 02
Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias Biologia 03
Física 03
Matemática 03
Química 03
 

Ciências Humanas e Suas Tecnologias

Filosofia 01
Geografia 02
História 02
Sociologia 01

 

 

3º  Ano

 

 

 

Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias

Arte 02
Educação Física 02
Ensino Religioso*** Integrada
Iniciação à pesquisa

Defesa TCC***

Integrada
Informática*** Integrada
Lecção*** 01
Literatura Brasileira 02
Língua Portuguesa 02
Língua Estrangeira (Espanhol)*** 02
Língua Estrangeira (Inglês)*** 02
Música***

(opcional, em turno oposto, modalidade fanfarra)

01
Produção Textual (Escrita do TCC)*** 02
 

 

Ciências Humanas e Suas Tecnologias

Biologia 04
Física 04
Matemática 04
Química 04
 

Ciências Humanas e Suas Tecnologias

Filosofia 02
Geografia 02
História 02
Sociologia 02

(***) Os componentes curriculares que compõem a parte diversificada do   currículo

A etapa do ensino médio, em consonância com o que reza a Resolução CEE/BA 71/2005 (BAHIA, 2005), prevê a presença de estágios supervisionados para alunos regularmente matriculados nas instituições que compõem o Sistema Estadual de Ensino na Bahia. A proposta, de caráter facultativo ao aluno, é de obrigatoriedade de oferecimento pela instituição. Nesse sentido, o Colégio Batista Taylor-Egídio propõe os estágios supervisionados liderados pela coordenação pedagógica, com apoio da equipe docente, a qual faz a formulação e o acompanhamento do projeto de estágio, de natureza interdisciplinar, a ser desenvolvido pelos estudantes a fim de construírem “novas experiências socioculturais ou científicas e participação de situações reais da vida, da cidadania e do trabalho”, conforme reza o artigo 4º da citada resolução.

Os estágios supervisionados de que falam a Resolução CEE/BA 71/2005 (BAHIA, 2005), podem ser nas seguintes modalidades:

I – Estágio Sociocultural – é o conjunto de atividades de que o aluno matriculado na etapa ensino médio participará como elemento implementador de sua formação humanística;

II – Estágio de Iniciação Científica destina-se a introduzir os alunos no domínio dos princípios científicos e tecnológicos, que presidem a produção moderna e regional;

III – Estágio Civil, que assim se diferencia do Estágio profissional, como prática para o exercício da cidadania, abrangerá atividades de inserção do aluno na comunidade, prestando-lhe serviços voluntários de relevante caráter social nos termos do respectivo Projeto Pedagógico.

Entendemos que os estágios supervisionados para os alunos do ensino médio cumprem seus objetivos quando alinhados a uma proposta formativa que potencialize o estar no mundo com o mundo, como dito por Paulo Freire no conjunto de suas obras, já anunciadas aqui nesse documento em nossas esperas formativas. Com isso, o nosso esforço para o desenvolvimento deste trabalho se dá, sobremaneira, como uma possibilidade de formação como modos de produzir a própria existência humana.

Também para o estudante do ensino médio, como uma das obrigatoriedades para efeito de integralização curricular, está a construção do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Esse trabalho é resultado de estudos orientados, durante os três anos do ensino médio, por um docente, dentro dos componentes da matriz curricular, cujo objetivo primeiro é incentivar e desenvolver o espírito investigativo na produção de conhecimentos, de modo autoral e ético. Ao concluírem seus trabalhos, os alunos passam por uma banca composta por professores e professoras mestres e doutores do ensino superior para que sejam avaliados no sentido de contribuir com os processos formativos e investigativos do pesquisador iniciante, estimulando-o a prosseguir seus estudos numa perspectiva autônoma.

 4.5 A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM TEMPOS DE FORMAÇÃO HUMANA

A avaliação da aprendizagem no cotidiano escolar é, para nós, uma atitude ética e política. Política, por entendermos que é uma ação que requer de nós a tomada responsável de decisões, convidando-nos a fazer escolhas sobre os caminhos que devemos/precisamos seguir diante do processo formativo dos educandos, uma vez que tais escolhas podem sair em defesa tanto do sucesso quanto do fracasso da/na aprendizagem de crianças, adolescentes e jovens. No sentido ético, precisamos ter em mente que o resultado de nossas escolhas tem implicações no desenvolvimento dessas crianças, adolescentes e jovens, podendo reverberar de diferentes modos em cada uma delas, em seus jeitos de ser, existir e se relacionar com o mundo.

Sabemos que a avaliação é a ação que deve acompanhar e sugerir a mediação didática no sentido da aprendizagem com sucesso. Para Hoffmann (1999, p. 17) “a avaliação é a reflexão transformada em ação. Ação, essa, que nos impulsiona a novas reflexões”. Não temos dúvidas de que a avaliação é imprescindível à melhoria da qualidade da/na formação no âmbito escolar, a qual deve acontecer sistemática e periodicamente durante todo o processo de ensino. Com Barlow (2006, p. 13) aprendemos que

avaliar é demarcar o grau de êxito e, ao mesmo tempo, as possibilidades ainda abertas de um ‘ser melhor’, de uma realização. É igualmente dar vazão a um sentido, revelar em uma conduta a parcela de inteligibilidade já adquirida e a que falta adquirir.

No campo legal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96, no artigo 24, inciso V (BRASIL, 2017), temos:

V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:

a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;

b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;

c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;

d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;

e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.

Ainda com base no campo legal, desta feita na Portaria nº 6562/2016 da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Artigo 2º,

A Avaliação é um dispositivo pedagógico do processo de ensino e de aprendizagem, de caráter investigativo, processual, contínuo, cumulativo e emancipatório contemplando as dimensões qualitativa e quantitativa, tendo como objetivo:

Realizar o diagnóstico e o acompanhamento das aprendizagens;

Subsidiar o (re) planejamento da prática pedagógica e;

Maximizar o aproveitamento escolar.

Ao tratar da prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos, apoiamo-nos em Luckesi, para quem avaliar por si só é um processo qualitativo, o que parece ser uma redundância afirmar a qualidade sobre a quantidade. Sobre o texto da Lei, o autor faz a seguinte consideração:

O uso dos termos “quantitativo” e “qualitativo” no texto da lei referia-se à questão do refinamento dos conhecimentos e das habilidades e não propriamente a uma oposição entre quantidade e qualidade. Em vez de grande quantidade de conhecimentos e habilidades oferecidas pelo ensino, seria mais significativa a oferta quantitativa menor, porém com maior apropriação por meio de variados exercícios de “repetição compreensiva”, “de aplicação”, “de recriação”, assim como, finalmente, “de criação”. Então, o qualitativo expressaria o refinamento da aprendizagem (LUCKESI, 2012, p. 12).

Além do exposto, o pesquisador atenta para o fato da má compreensão que se teve sobre tais aspectos, cujo equívoco conduziu a pensar a avaliação qualitativa como condutas afetivas e as atitudes dos alunos, e a avaliação quantitativa como a aprendizagem dos conteúdos escolares, passíveis de quantificação. Essas considerações do autor nos ajudam a ver e a perspectivar a avaliação no seu sentido efetivamente formativo, portanto, “refinada” na busca de sentidos para o que, o como, e o porquê avaliamos.  Trata-se pensar na avaliação em sua inteireza, inseparável do próprio ato educativo.

Desta forma, na escola, a avaliação assume uma função de investigação dos processos de aprendizagem, cujos dispositivos são sempre complexos e carregados de intencionalidades. Para Agamben (2005, p. 13), dispositivo é qualquer coisa que tenha de algum modo a capacidade de capturar, orientar, determinar, interceptar, modelar, controlar e assegurar os gestos, as condutas, as opiniões e os discursos dos seres viventes. Essa definição de dispositivo nos ajuda a entender que a avaliação é um dispositivo que captura e orienta o processo pedagógico, podendo conduzir a um lugar outro, desejado e perspectivado nos objetivos educativos, intencionalmente planejados.

A já referida Portaria nº 6562/2016 da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Artigo 3º, orienta que o processo avaliativo do ensino e da aprendizagem deve ser constituído de, no mínimo, 3 (três) atividades avaliativas diversificadas em cada unidade letiva. Considerando que a unidade letiva no Colégio Batista Taylor-Egídio é semestral, o processo avaliativo é composto por 4 (quatro) atividades diversificadas, que visam contemplar as múltiplas inteligências dos estudantes, entendidas como dispositivos avaliativos. Assim entendido, o CBTE define como sendo seus dispositivos avaliativos:

Dispositivos Avaliativos Objetivo Atribuição de Valor
 

01

Observação da assiduidade e pontualidade no cumprimento dos combinados agendados Valorizar e garantir a formação da pessoa humana numa perspectiva de educação integral 2,5
 

02

Situação simulada dos exames de concursos, vestibulares e avaliações externas Acompanhar a apreensão e compreensão dos conteúdos escolares nas diferentes disciplinas. 2,5
 

03

Escrita aberta oportunizando a expressão do pensamento de forma livre por meio do sistema de notação gráfica Acompanhar o desenvolvimento da expressão escrita em situações que requeiram essa forma de comunicação. 2,5
 

04

Expressão da oralidade e da corporeidade oportunizando a explicitação das aprendizagens por meio da fala e das expressões corporais Acompanhar o desenvolvimento das expressões oral e corporal em situações que requeiram essas formas de comunicação. 2,5
Total 10,0

Estes dispositivos avaliativos são aplicados em todos os componentes curriculares por todos os docentes, em todos os níveis.

Durante a primeira semana letiva de cada semestre, os docentes, juntamente com os articuladores das áreas, fecham seus planejamentos de forma articulada, interdisciplinar, num movimento dialético entre as pessoas e os currículos envolvidos e traçam o calendário de culminâncias dos dispositivos com a finalidade de evitar sobrecargas sem significados para os estudantes.

Após o referido planejamento, os docentes do ensino fundamental – Anos finais e do ensino médio entregam seus calendários à coordenação pedagógica que faz o mapa geral de cada turma para divulgação entre os estudantes e seus familiares[1]. Quanto ao planejamento da aplicação dos dispositivos no ensino fundamental – Anos Iniciais, não é socializado entre os estudantes nem com seus familiares porque trabalhamos na perspectiva de avaliação contínua sem marcação de momentos “estanques” e esperamos num espaço de tempo não tão grande, alargar esta perspectiva para o fundamental – Anos finais e o médio.

Salientamos que o dispositivo avaliativo 2 Situação simulada, no caso dos níveis: ensino fundamental – Anos finais e ensino médio que objetiva simular situações dos exames de concursos, vestibulares e avaliações externas, são construídos e aplicados somente pelos docentes dos respectivos componentes curriculares, em horas e dias marcados pela coordenação, após a construção do mapa geral de cada turma, conforme explicitado no parágrafo anterior.

Embora a nossa proposta esteja organizada num registro semestral de notas e aproveitamento de aprendizagens, a direção, juntamente com a equipe pedagógica, consciente da avaliação como acompanhamento do processo de aprendizagem das crianças, dos adolescentes e dos jovens, reúne, como já dito anteriormente, os conselhos de classe ao final de cada bimestre para avaliação e intervenção, especialmente com foco nas seguintes categorias: postura discente, assiduidade e pontualidade no cumprimento das propostas de cada dispositivo e aprendizagem “escolar” ou dos “conteúdos escolares”.

[1] Neste parágrafo, referimo-nos apenas aos docentes do ensino fundamental – Anos finais e do ensino médio porque na educação infantil e no ensino fundamental  – Anos Iniciais o mapa geral é feito sem, contudo, as datas da Situação simulada e a da Escrita aberta serem divulgadas para os estudantes e seus familiares.

4.5.1  Refazendo os caminhos: a processualidade dos estudos de recuperação

 A proposta de sistematização dos dispositivos avaliativos, que apresentamos nessa seção, nos leva a confirmar e a nos responsabilizarmos pelo processo de recuperação paralela ao longo de todo o percurso formativo, ou seja, durante a caminhada de construção do conhecimento, concomitantemente ao desenrolar de cada dispositivo.

Com isso, acordamos com o corpo docente que, durante cada semestre, após a culminância de cada um dos dispositivos, todo educador debruçar-se-á reflexivamente diante dos casos dos estudantes que, porventura não tenham alcançado o êxito de aprendizagem esperado e, consequentemente, não tenha obtido o valor atribuído a cada proposta. Após a referida reflexão, o educador, apresentará uma outra possibilidade avaliativa com o mesmo objetivo do dispositivo, dando assim oportunidade de recuperação paralela ao período letivo.

 Ainda assim, na possibilidade dos estudantes não alcançarem a média escolar seis (6,0) anual definida em Regimento, serão garantidas aulas e atividades de recuperação final, no último mês do ano letivo, apresentadas no calendário escolar desde o momento da matrícula. Nesses casos, temos por certo que recuperar não é refazer o processo por repetição, o que significa dizer que os alunos que necessitarem de recuperação final deverão ter garantidas metodologias ainda mais diversificadas de modo que a aprendizagem efetivamente se concretize. Então, utilizando-se dos dispositivos avaliativos não conquistados ao longo do ano, o aluno será reavaliado a fim de acompanhar a evolução do processo de aprendizagem e será aprovado se obtiver a média cinco (5,0) regimentada para a recuperação final.

Considerando que um dos maiores entrave da educação formal diz respeito ao processo avaliativo e, buscando clarear e dissipar quaisquer dúvidas sobre a processualidade dos estudos de recuperação, na tentativa de refazimento dos caminhos, tentaremos dizer com outras palavras o já dito:

A média do educando, para ser aprovado em cada semestre, é, no mínimo, 6,0 (seis) podendo chegar a 10,0 (dez). Dessa forma, o processo avaliativo, ao longo de cada semestre, compõe-se dos seguintes dispositivos avaliativos pedagógicos: 1º) Educação integral – observação da assiduidade e pontualidade no cumprimento dos combinados agendados (2,5); 2º) Simulado – Situação simulada dos exames de concursos, vestibulares e avaliações externas (2,5); 3º) Escrita aberta oportunização para a expressão do pensamento de forma livre por meio do sistema de notação gráfica (2,5); 4º) Expressão da oralidade e da corporeidade oportunizando a explicitação das aprendizagens por meio da fala e das expressões corporais (2,5).

Os dispositivos: Simulado e Escrita aberta, na medida em que se fazem, extremamente necessário, para fins pedagógicos facilitadores das aprendizagens, suas aplicações podem ser fragmentadas. Melhor dizendo: os conteúdos poderão ser distribuídos em mais de uma atividade.

A variedade de dispositivos pedagógicos objetiva contemplar as múltiplas inteligências humanas tendo cada um o peso de 2,5 (dois e meio). Assim, o desenvolvimento das diferentes e múltiplas inteligências será oportunizado aos educandos, sem privilégio para umas em detrimento de outras.

Os estudos para recuperação das aprendizagens insatisfatórias ocorrem simultaneamente, no pari passu do desenvolvimento de cada dispositivo. Ao construir a aprendizagem objetivada, o educando tem direito ao valor que foi atribuído, a priori, ao dispositivo em foco, conforme a LDB 9394/96 – Art. 24, inciso VI, alínea e (BRASIL, 2017). O educando que obtiver média 5,8 anual, esta será automaticamente aproximada para 6,0.

Terá aulas e fará recuperação final o educando que não alcançou a média 6,0 (seis) anual, devendo o mesmo atingir na recuperação supracitada, a nota mínima de 5,0 (cinco) para efeito de progressão acadêmica. Essa média 5,0 (cinco) será o resultado de: dois (2) pontos alusivos a um trabalho escrito (na escola ou fora) seguido de defesa oral e oito (8) pontos alusivos a uma avaliação escrita, contendo de dez (10) a quinze (15) questões mescladas entre objetivas e discursivas.

Outrossim, esclarecemos que no nível da educação infantil não perspectivamos a recuperação final porque nesse nível está excluída qualquer possibilidade de reprovação. De acordo com a Portaria nº 6562/2016  da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Artigo 6º,

O estudante da Educação Infantil terá seu desenvolvimento avaliado por meio de observação e registros diversos, sem o objetivo de seleção, promoção, classificação e retenção.

 No nível do ensino fundamental – anos iniciais, que compreende do 1º ao 5º ano, trabalhamos a recuperação final; mas especialmente nos três primeiros anos, sem perspectiva de reprovação uma vez que consideramos os tempos individuais, acompanhamos e fazemos intervenções durante todo o percurso letivo. Dessa forma, “pacientemente”, caminhamos ao lado (e com) as crianças.

O dito no parágrafo anterior excetua os casos de ausências máximas, sem direito aos estudos domiciliares. Estes, constituem-se direito dos estudantes impossibilitados, segundo comprovação médica, de frequentarem assiduamente a escola. O direito aos estudos domiciliares contempla todos os níveis oferecidos pelo Colégio Batista Taylor-Egídio.

Na avaliação da aprendizagem em tempos de formação humana, no Colégio Batista Taylor-Egídio, também estão incluídas as avaliações externas organizadas e aplicadas pelos poderes públicos educacionais nas esferas nacionais, estaduais e municipais.

4.6 FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA AÇÃO CONTINUADA 

A proposta de sistematização dos dispositivos avaliativos, que apresentamos nessa seção, nos leva a confirmar e a nos responsabilizarmos pelo processo de recuperação paralela ao longo de todo o percurso formativo, ou seja, durante a caminhada de construção do conhecimento, concomitantemente ao desenrolar de cada dispositivo.

Com isso, acordamos com o corpo docente que, durante cada semestre, após a culminância de cada um dos dispositivos, todo educador debruçar-se-á reflexivamente diante dos casos dos estudantes que, porventura não tenham alcançado o êxito de aprendizagem esperado e, consequentemente, não tenha obtido o valor atribuído a cada proposta. Após a referida reflexão, o educador, apresentará uma outra possibilidade avaliativa com o mesmo objetivo do dispositivo, dando assim oportunidade de recuperação paralela ao período letivo.

 Ainda assim, na possibilidade dos estudantes não alcançarem a média escolar seis (6,0) anual definida em Regimento, serão garantidas aulas e atividades de recuperação final, no último mês do ano letivo, apresentadas no calendário escolar desde o momento da matrícula. Nesses casos, temos por certo que recuperar não é refazer o processo por repetição, o que significa dizer que os alunos que necessitarem de recuperação final deverão ter garantidas metodologias ainda mais diversificadas de modo que a aprendizagem efetivamente se concretize. Então, utilizando-se dos dispositivos avaliativos não conquistados ao longo do ano, o aluno será reavaliado a fim de acompanhar a evolução do processo de aprendizagem e será aprovado se obtiver a média cinco (5,0) regimentada para a recuperação final.

Considerando que um dos maiores entrave da educação formal diz respeito ao processo avaliativo e, buscando clarear e dissipar quaisquer dúvidas sobre a processualidade dos estudos de recuperação, na tentativa de refazimento dos caminhos, tentaremos dizer com outras palavras o já dito:

A média do educando, para ser aprovado em cada semestre, é, no mínimo, 6,0 (seis) podendo chegar a 10,0 (dez). Dessa forma, o processo avaliativo, ao longo de cada semestre, compõe-se dos seguintes dispositivos avaliativos pedagógicos: 1º) Educação integral – observação da assiduidade e pontualidade no cumprimento dos combinados agendados (2,5); 2º) Simulado – Situação simulada dos exames de concursos, vestibulares e avaliações externas (2,5); 3º) Escrita aberta oportunização para a expressão do pensamento de forma livre por meio do sistema de notação gráfica (2,5); 4º) Expressão da oralidade e da corporeidade oportunizando a explicitação das aprendizagens por meio da fala e das expressões corporais (2,5).

Os dispositivos: Simulado e Escrita aberta, na medida em que se fazem, extremamente necessário, para fins pedagógicos facilitadores das aprendizagens, suas aplicações podem ser fragmentadas. Melhor dizendo: os conteúdos poderão ser distribuídos em mais de uma atividade.

A variedade de dispositivos pedagógicos objetiva contemplar as múltiplas inteligências humanas tendo cada um o peso de 2,5 (dois e meio). Assim, o desenvolvimento das diferentes e múltiplas inteligências será oportunizado aos educandos, sem privilégio para umas em detrimento de outras.

Os estudos para recuperação das aprendizagens insatisfatórias ocorrem simultaneamente, no pari passu do desenvolvimento de cada dispositivo. Ao construir a aprendizagem objetivada, o educando tem direito ao valor que foi atribuído, a priori, ao dispositivo em foco, conforme a LDB 9394/96 – Art. 24, inciso VI, alínea e (BRASIL, 2017). O educando que obtiver média 5,8 anual, esta será automaticamente aproximada para 6,0.

Terá aulas e fará recuperação final o educando que não alcançou a média 6,0 (seis) anual, devendo o mesmo atingir na recuperação supracitada, a nota mínima de 5,0 (cinco) para efeito de progressão acadêmica. Essa média 5,0 (cinco) será o resultado de: dois (2) pontos alusivos a um trabalho escrito (na escola ou fora) seguido de defesa oral e oito (8) pontos alusivos a uma avaliação escrita, contendo de dez (10) a quinze (15) questões mescladas entre objetivas e discursivas.

Outrossim, esclarecemos que no nível da educação infantil não perspectivamos a recuperação final porque nesse nível está excluída qualquer possibilidade de reprovação. De acordo com a Portaria nº 6562/2016  da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, Artigo 6º,

O estudante da Educação Infantil terá seu desenvolvimento avaliado por meio de observação e registros diversos, sem o objetivo de seleção, promoção, classificação e retenção.

 No nível do ensino fundamental – anos iniciais, que compreende do 1º ao 5º ano, trabalhamos a recuperação final; mas especialmente nos três primeiros anos, sem perspectiva de reprovação uma vez que consideramos os tempos individuais, acompanhamos e fazemos intervenções durante todo o percurso letivo. Dessa forma, “pacientemente”, caminhamos ao lado (e com) as crianças.

O dito no parágrafo anterior excetua os casos de ausências máximas, sem direito aos estudos domiciliares. Estes, constituem-se direito dos estudantes impossibilitados, segundo comprovação médica, de frequentarem assiduamente a escola. O direito aos estudos domiciliares contempla todos os níveis oferecidos pelo Colégio Batista Taylor-Egídio.

Na avaliação da aprendizagem em tempos de formação humana, no Colégio Batista Taylor-Egídio, também estão incluídas as avaliações externas organizadas e aplicadas pelos poderes públicos educacionais nas esferas nacionais, estaduais e municipais.

 


REFERÊNCIAS

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